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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

 


CO² - COMPRIMIDOS PARA COMPREENSÃO

Em tempos da COP 30

a incorporação da questão ambiental no dia a dia.

Lima nov.25

 

Neste “comprimido” faço algumas considerações sobre a COP 30.

O Brasil está sediando em novembro a COP 30, na Amazônia, em Belém (PA). A 30ªconferência das Nações Unidas – ONU, sobre mudança do clima.

A Cúpula de Líderes na COP 30, que se encerrou na sexta dia 7 de novembro, indicou três grandes temas:

ü  acelerar a transição energética,

ü  ampliar o financiamento climático e

ü  proteger as florestas tropicais.

Uma das propostas, em destaque, é sobre metas climáticas (NDCs)

A conferência é vista como um marco decisivo para transformar o consenso político (grifo meu) construído desde Dubai em ações concretas e mensuráveis, capazes de recolocar o planeta na rota do limite de 1,5°C.

O primeiro resultado esperado é o avanço em torno das metas climáticas (NDCs). Até agora, pouco mais de 100 países enviaram suas novas metas para 2035 (grifo meu), mas a maioria ainda está muito aquém do necessário.

Hoje, as metas em vigor cobrem apenas 30% das emissões globais e levariam a uma redução de 4% até 2035, quando a ciência aponta que seria preciso cortar cerca de 60% para estabilizar o clima. (https://g1.globo.com/meio-ambiente/cop-30/noticia/2025/11/10)

 

Ou seja, as metas são para 2035.

Para Popper (p. 9,1994), “Não procures tornar feliz a humanidade recorrendo a meios políticos. Em vez disso, luta pela eliminação de inconvenientes concretos”.

Um dos inconvenientes concretos, que poderia ser discutido na COP 30, provoca as seguintes perguntas:

- O que é feito para conter o crime na Amazonia?

- Quais as ações e resultados?

- Temos tido êxitos? Quais?

- Como garantir a presença do Estado nesses territórios?  

 

Em um artigo da Amazon Underworld, 21 outubro 2025, com o título:

 

A Amazônia sob ataque: mapeando o crime na maior floresta tropical do mundo

 

[..] A chegada e a expansão de facções e grupos armados representa um ponto de inflexão para muitas comunidades locais, que veem seu ambiente natural ser destruído, a violência atingir níveis recordes e seus jovens serem atraídos pelo fascínio econômico de atividades como o garimpo e o tráfico de drogas.

 

Outro problema que poderia ser estudado, na COP 30.

 

 A Terra Yanomami que é o maior território indígena do Brasil com quase 10 milhões de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970. [...] Em 2023 o governo federal decretou emergência no território para combater uma crise sanitária sem precedente. Quase três anos após o decreto de emergência na Terra Yanomami, lideranças indígenas denunciam que o garimpo ilegal segue ativo, destruindo roças, contaminando rios com mercúrio e, consequentemente, provocando desnutrição e impactos na rotina dos indígenas. (g1. Globo).

 

Analisar propostas, essas e muitas outras, que possam remover inconvenientes reais, não de forma evasiva com planos e projetos utópicos, esperando as condições ideias para agir em um futuro distante, mas ao contrário mostrar a sociedade que podemos solucionar esses e distintos problemas.

Senão, podemos pensar como essa frase sobre destino.

“A sociedade está à beira do abismo. Com sorte, daremos um grande passo a frente”. (google – frases sobre o destino).

 


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