CO² - COMPRIMIDOS PARA COMPREENSÃO
Em tempos da COP 30
a incorporação da questão ambiental no
dia a dia.
Lima nov.25
Neste “comprimido” faço algumas considerações sobre a COP 30.
O
Brasil está sediando em novembro a COP 30, na Amazônia, em Belém (PA). A 30ªconferência
das Nações Unidas – ONU, sobre mudança do clima.
A Cúpula
de Líderes na COP 30, que se encerrou na sexta dia 7 de novembro, indicou três
grandes temas:
ü acelerar a transição energética,
ü ampliar
o financiamento climático e
ü proteger as florestas tropicais.
Uma
das propostas, em destaque, é sobre metas climáticas (NDCs)
A conferência é vista como um marco decisivo para
transformar o consenso político (grifo meu) construído desde Dubai em ações
concretas e mensuráveis, capazes de recolocar o planeta na rota do limite de 1,5°C.
O primeiro resultado esperado é o avanço em torno
das metas climáticas (NDCs). Até agora, pouco mais de 100
países enviaram suas novas metas para 2035 (grifo meu), mas a maioria ainda
está muito aquém do necessário.
Hoje, as metas em vigor cobrem apenas 30% das
emissões globais e levariam a uma redução de 4% até 2035, quando a ciência
aponta que
seria
preciso cortar cerca de 60% para estabilizar o clima. (https://g1.globo.com/meio-ambiente/cop-30/noticia/2025/11/10)
Ou seja, as
metas são para 2035.
Para Popper
(p. 9,1994), “Não procures tornar feliz a humanidade recorrendo a meios
políticos. Em vez disso, luta pela eliminação de inconvenientes concretos”.
Um dos
inconvenientes concretos, que poderia ser discutido na COP 30, provoca as seguintes
perguntas:
- O que é
feito para conter o crime na Amazonia?
- Quais as
ações e resultados?
- Temos tido
êxitos? Quais?
- Como
garantir a presença do Estado nesses territórios?
Em um
artigo da Amazon Underworld, 21 outubro 2025,
com o título:
A Amazônia sob ataque: mapeando
o crime na maior floresta tropical do mundo
[..] A chegada e a expansão de
facções e grupos armados representa um ponto de inflexão para muitas
comunidades locais, que veem seu ambiente natural ser destruído, a violência
atingir níveis recordes e seus jovens serem atraídos pelo fascínio econômico de
atividades como o garimpo e o
tráfico de drogas.
Outro
problema que poderia ser estudado, na COP 30.
A Terra
Yanomami que é o maior território indígena do Brasil com quase 10 milhões
de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima. Garimpeiros atuam na região
desde, ao menos, a década de 1970. [...] Em 2023 o governo federal decretou
emergência no território para combater uma crise
sanitária sem precedente. Quase três anos após o decreto de emergência na
Terra Yanomami, lideranças
indígenas denunciam que o garimpo ilegal segue ativo, destruindo roças, contaminando
rios com mercúrio e, consequentemente, provocando desnutrição e
impactos na rotina dos indígenas. (g1. Globo).
Analisar
propostas, essas e muitas outras, que possam remover inconvenientes reais, não
de forma evasiva com planos e projetos utópicos, esperando as condições ideias
para agir em um futuro distante, mas ao contrário mostrar a sociedade que podemos
solucionar esses e distintos problemas.
Senão,
podemos pensar como essa frase sobre destino.
“A
sociedade está à beira do abismo. Com sorte, daremos um grande passo a frente”.
(google – frases sobre o destino).
Nenhum comentário:
Postar um comentário