CO² - COMPRIMIDOS
PARA COMPREENSÃO
Da Inteligência
artificial – do livro a próxima onda - 1 (até p. 119).
Lima – fev. 25
[...] Ainda assim, quando trabalhamos
estas dimensões “qualitativas”, o procedimento legado pela evolução da espécie,
é “reduzir” o complexo ao complicado, o caótico ao regular, a variação à
invariância, o qualitativo ao quantitativo, ou, na linguagem, reduzindo a
semântica à sintaxe. Reconhecendo ser uma redução, evitamos o positivismo que
considera real apenas o que cabe no método lógico-experimental, mas não
deixamos de reconhecer que é próprio da mente humana explicar pela
simplificação, estilização, formalização da realidade, um dos resultados mais
fundamentais da teorização (DEMO, 2024).
O livro a Próxima Onda (SULEYMAN e
BHASKAR, 2024), me chamou muita atenção. Exalta que o mundo como conhecemos
depende de sistemas vivos e de nossa inteligência.
Contemplar
o profundo poder da inteligência humana me levou a fazer uma pergunta simples,
[...] se pudéssemos destilar a essência do que torna os humanos tão produtivos
e capazes e colocá-la em um software, um algoritmo? [...] (p. 22).
Parte do princípio de que a humanidade é
fruto de ondas (tecnológicas), constituindo essas ondas as forças motrizes
dessa construção.
A próxima onda, “a difusão ou
proliferação global de uma geração de tecnologia ancorada em uma nova
tecnologia de propósito geral (p. 16)”, é definida por duas tecnologias
centrais: inteligência artificial (IA) e biologia sintética.
Ou seja, estaremos diante das duas
forças motrizes que cunharam a humanidade.
Por causa dessas forças, na p. 26, chama
atenção para o dilema que uma tecnologia dessa magnitude carrega,
de um lado os benefícios e do outro a direção que pode levar a humanidade a
resultados catastrófico.
Sobre esse dilema, conter a tecnologia e
garantir que ela sempre sirva a humanidade, afirma que devemos superar a aversão
ao pessimismo, ou seja, significa encarar a realidade do que está por
vir (p. 29) e descobrir se a contenção é possível.
Dando um salto, para o capítulo 4, A
TECNOLOGIA DA INTELIGÊNCIA, relata a busca para construir agentes
de aprendizagem, que pudessem suplantar a performance humano na maioria
das tarefas cognitivas (p. 72).
Na p. 75, no item dos átomos aos
bits e aos genes, descreve como a humanidade (tecnologias) foi da
manipulação dos átomos para um nível mais alto de abstração, com
a descoberta de que a informação é a propriedade essencial do
universo.
Ela pode
ser codificada em formato binário e na forma de DNA, está no amago de como
opera a vida. [...] Entenda e controle essas series de informações e você terá
acesso a um novo mundo de possibilidades. Primeiro bits e depois, cada vez
mais, genes substituíram os átomos como blocos de construção da invenção. (p.
76)
Chama atenção (p. 103) dos poderes da
IA, e que estamos em um momento de virada na história.
No capítulo 5, A TECNOLOGIA DA
VIDA, o processo evolutivo dos seres humanos ganha destaque, p. 105.
Os
sistemas vivos constroem e regeneram a si mesmos; eles são arquiteturas
controladoras de energia que podem se replicar, sobreviver e prosperar em uma vasta
variedade de ambientes, e em um nível de sofisticação, precisão atômica e
processamento de informações de tirar o folego. [...] No centro dessa onda está
a percepção de que o DNA é informação, um sistema biologicamente evoluído de
codificação e armazenagem. [...] passamos a entender o suficiente sobre esse
sistema de transmissão de informações para podermos intervir, alterando seu
código e dirigindo seu curso.
Relata que a biotecnologia moderna
começa na década de 70. Sendo o Projeto Genoma humano foi o que impulsionou a
engenharia genética, o sequenciamento de 3 bilhões de letras de informação
genética, transformando o DNA em texto, uma informação disponível para leitura
e uso, na sequência de quatro bases definidoras: A, T, C e G.
Isso permitiu, em outras coisas, o
CRISPR que edita sequencias de DNA com ajuda da Cas9 uma enzima (proteínas que
que aceleram reações químicas), que age como uma tesoura cortando partes da
fita de DNA (p. 108).
A várias empresas que vendem impressoras
de DNA,” se sequenciar é ler, sintetizar é escrever (p. 109)”, isso criou um campo
de biologia sintética: a habilidade de ler, editar e agora
escrever o código da vida (p. 110).
Vai adiante, que esse procedimento poderá
intervir o que a natureza levou milhões de anos, em uma intervenção direta,
reunindo biotecnologia, biologia molecular e genética, “[...] A verdadeira
promessa da biologia sintética, portanto, é permitir que as pessoas criem, de
modo mais direto e livre, o que quer que precisem, onde quer que estejam.
(p.110 e 111)”.
O custo de produzir e testar genomas (a sequência
completa do DNA) sintéticos será reduzido em mil vezes em dez anos, segundo a
global GP- write Consortium (p.111).
Os avanços na medicina apoiados na
biologia sintética deixam de ser um sonho para ser um projeto em execução.
Transformando a biologia em uma cadeia de fornecimento. Nos lembra que “o DNA é
o mais eficiente mecanismo de armazenamento de dados que conhecemos (p. 115)”.
Bem-vindo
à era das biomáquinas e dos biocomputadores, na qual fitas de DNA realizam cálculos,
células artificiais são postas para trabalhar e máquinas ganham vida. Bem-vindo
à era da vida sintética (p. 119).