CO² - COMPRIMIDOS
PARA COMPREENSÃO
Da Inflação
Lima – fevereiro 2025
Uma das maiores preocupações no
Brasil - fev.25, é a inflação (aumento no nível médio dos preços). O IPCA - 15,
fevereiro, os preços subiram 1,23 %, maior alta para o mês desde 2016. No ano o
IPCA – 15 acumula alta de 1,34 % e, nos últimos 12 meses, a variação do IPCA –
15 foi de 4,96 %, portanto acima da meta e com tendência de alta.
Keynes em 1919, escrevendo sobre
inflação;
[...] Por um contínuo processo de
inflação, os governos podem confiscar, de modo secreto e despercebido, parte
importante da riqueza de seus cidadãos. Com esse método, eles não apenas confiscam,
mas confiscam arbitrariamente; e, enquanto o processo empobrece a muitos,
de fato enriquece a alguns. A visão desse arbitrário remanejo repercute não
somente na segurança, mas também na confiança quanto a equidade da existente
distribuição da riqueza. (1985, p. 291).
O Estado tem na política fiscal
(o ajustamento de alíquotas de impostos e/ou das despesas governamentais que
afetam a demanda agregada) e monetária (variação nas condições de crédito
e de quantidade de dinheiro) os instrumentos para controle da inflação.
O ex-presidente do Banco Central
(BC) Armínio Fraga afirmou, (12.02.25) que o atual cenário
econômico do Brasil apresenta sintomas muito graves de um “paciente
na UTI”. Fraga observou que os juros futuros estão “na lua, a perder de vista”
e que a única área que pode ajudar a autoridade monetária é a política
fiscal. (https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/arminio-fraga)
Mas pelas declarações e ações do
governo essa ajuda não virá da política fiscal, com uma adequação nas despesas
governamentais.
Nesse ajuste temos a questão da reforma
administrativa (super salários etc.), sem perspectiva de ser enfrentada pelos
três poderes da República.
Desta forma, o aumento da base monetária
sem o aumento da produção e da produtividade, gera um aumento dos preços
tanto dos produtos de consumo básicos, prejudicando os mais pobres,
quanto dos produtos de consumo da classe média, transferindo riqueza
para poucos, realimentando a inflação, sem uma perspectiva de arrefecimento,
muito pelo contrário levando a um aumento.
Assim, a variação no nível dos
preços, inflação, tem uma incidência desigual, produzindo cada vez mais uma
concentração de renda para poucos e um empobrecimento para muitos.
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