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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

 

CO² - COMPRIMIDOS PARA COMPREENSÃO

Da Inflação

Lima – fevereiro 2025

 

Uma das maiores preocupações no Brasil - fev.25, é a inflação (aumento no nível médio dos preços). O IPCA - 15, fevereiro, os preços subiram 1,23 %, maior alta para o mês desde 2016. No ano o IPCA – 15 acumula alta de 1,34 % e, nos últimos 12 meses, a variação do IPCA – 15 foi de 4,96 %, portanto acima da meta e com tendência de alta.

Keynes em 1919, escrevendo sobre inflação;

[...] Por um contínuo processo de inflação, os governos podem confiscar, de modo secreto e despercebido, parte importante da riqueza de seus cidadãos. Com esse método, eles não apenas confiscam, mas confiscam arbitrariamente; e, enquanto o processo empobrece a muitos, de fato enriquece a alguns. A visão desse arbitrário remanejo repercute não somente na segurança, mas também na confiança quanto a equidade da existente distribuição da riqueza. (1985, p. 291).

 

O Estado tem na política fiscal (o ajustamento de alíquotas de impostos e/ou das despesas governamentais que afetam a demanda agregada) e monetária (variação nas condições de crédito e de quantidade de dinheiro) os instrumentos para controle da inflação.

O ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga afirmou, (12.02.25) que o atual cenário econômico do Brasil apresenta sintomas muito graves de um “paciente na UTI”. Fraga observou que os juros futuros estão “na lua, a perder de vista” e que a única área que pode ajudar a autoridade monetária é a política fiscal. (https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/arminio-fraga)


Mas pelas declarações e ações do governo essa ajuda não virá da política fiscal, com uma adequação nas despesas governamentais.

Nesse ajuste temos a questão da reforma administrativa (super salários etc.), sem perspectiva de ser enfrentada pelos três poderes da República.

Desta forma, o aumento da base monetária sem o aumento da produção e da produtividade, gera um aumento dos preços tanto dos produtos de consumo básicos, prejudicando os mais pobres, quanto dos produtos de consumo da classe média, transferindo riqueza para poucos, realimentando a inflação, sem uma perspectiva de arrefecimento, muito pelo contrário levando a um aumento.

Assim, a variação no nível dos preços, inflação, tem uma incidência desigual, produzindo cada vez mais uma concentração de renda para poucos e um empobrecimento para muitos.

 

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