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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

 

CO² - COMPRIMIDOS PARA COMPREENSÃO

Biologia

Seleção natural e biologia sintética

Lima nov. 25

 

Neste “comprimido” tento entender, mesmo que de modo superficial, por não ser um especialista e não ter conhecimento sobre o assunto, os caminhos da biologia.

Biologia é a ciência que estuda a vida em todas as suas formas e níveis, desde microrganismos até organismos complexos, explorando seu funcionamento, evolução e interação com o meio ambiente. Ela abrange áreas como a genética, a ecologia, a anatomia, a fisiologia e a evolução, buscando entender como os seres vivos operam e se relacionam, ou seja, a biologia estuda as propriedades da vida.

Uma lei fundamental da biologia, diz: “todos os processos biológicos, e todas as diferenças que distinguem as espécies, evoluíram por meio da seleção natural” (WILSON, p.130, 2008).

O conceito básico de seleção natural é que características favoráveis que são hereditárias tornam-se mais comuns em gerações sucessivas de uma população de organismos que se reproduzem, e que características desfavoráveis que são hereditárias tornam-se menos comuns (WIKIPEDIA, 2025).

Um ramo da biologia que tem se destacado, é o denominado molecular e celular, que vem desvendando a base físico-química da vida, com importância principalmente à medicina, para tratar e eliminar doenças humanas.

Me chamou atenção a parte do livro a Próxima Onda, sobre biologia sintética. Pelo que pude compreender poderíamos com essas ferramentas imitar o processo de seleção natural com muito mais rapidez.

Para Suleyman e Bhaskar (2024) a “Biologia sintética seria a habilidade de projetar e construir novos organismos ou redesenhar sistemas biológicos existentes”.

Aplicações atuais e biologia de sistemas; essa é a promessa da evolução por meio do design, dezenas de milhões de anos de história comprimidos e abreviados pela intervenção direta. Ela reúne biotecnologia, biologia nuclear e genética ao poder das ferramentas computacionais de design. (p.110) [..] biologia sintética: vírus que produzem bactérias, proteínas (são macromoléculas biológicas constituídas por uma ou mais cadeias de aminoácidos) que purificam a água etc. (p. 111) [...]. Células CAR-T são linfócitos T (são células do sistema imunológico que combatem infecções por fungos, bactérias etc.)  geneticamente modificados para combater o câncer. Fundação de uma nova era de medicina personalizada (P. 112) [...] Epigenoma os marcadores químicos do DNA que controlam genes ao “ligá-los” ou “desligá-los”. (P.113). Aprendizado profundo; A grande complexidade da biologia revela vastas coleções de dados [...] o Deep Mind fez o upload de 200 milhões de estruturas de uma vez, representando quase todas as proteínas conhecidas. (p.118). Bem-vindo à era das biomáquimas e dos biocomputadores, na qual fitas de DNA realizam cálculos, células artificiais são postas para trabalhar e máquinas ganham vida. (p.119). I.A.; Ferramentas computacionais, tipo AlphaFold, ajudam a automatizar partes do processo de design, recriando circuitos biológicos que programam funções complexas em células, como bactérias capazes de produzir certas proteínas. (P.142).

 

A biologia sintética, criada e desenvolvida por I.A., pode ser uma grande aliada para diminuir o sofrimento e trazer bem-estar genuíno para todos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

 


CO² - COMPRIMIDOS PARA COMPREENSÃO

Em tempos da COP 30

a incorporação da questão ambiental no dia a dia.

Lima nov.25

 

Neste “comprimido” faço algumas considerações sobre a COP 30.

O Brasil está sediando em novembro a COP 30, na Amazônia, em Belém (PA). A 30ªconferência das Nações Unidas – ONU, sobre mudança do clima.

A Cúpula de Líderes na COP 30, que se encerrou na sexta dia 7 de novembro, indicou três grandes temas:

ü  acelerar a transição energética,

ü  ampliar o financiamento climático e

ü  proteger as florestas tropicais.

Uma das propostas, em destaque, é sobre metas climáticas (NDCs)

A conferência é vista como um marco decisivo para transformar o consenso político (grifo meu) construído desde Dubai em ações concretas e mensuráveis, capazes de recolocar o planeta na rota do limite de 1,5°C.

O primeiro resultado esperado é o avanço em torno das metas climáticas (NDCs). Até agora, pouco mais de 100 países enviaram suas novas metas para 2035 (grifo meu), mas a maioria ainda está muito aquém do necessário.

Hoje, as metas em vigor cobrem apenas 30% das emissões globais e levariam a uma redução de 4% até 2035, quando a ciência aponta que seria preciso cortar cerca de 60% para estabilizar o clima. (https://g1.globo.com/meio-ambiente/cop-30/noticia/2025/11/10)

 

Ou seja, as metas são para 2035.

Para Popper (p. 9,1994), “Não procures tornar feliz a humanidade recorrendo a meios políticos. Em vez disso, luta pela eliminação de inconvenientes concretos”.

Um dos inconvenientes concretos, que poderia ser discutido na COP 30, provoca as seguintes perguntas:

- O que é feito para conter o crime na Amazonia?

- Quais as ações e resultados?

- Temos tido êxitos? Quais?

- Como garantir a presença do Estado nesses territórios?  

 

Em um artigo da Amazon Underworld, 21 outubro 2025, com o título:

 

A Amazônia sob ataque: mapeando o crime na maior floresta tropical do mundo

 

[..] A chegada e a expansão de facções e grupos armados representa um ponto de inflexão para muitas comunidades locais, que veem seu ambiente natural ser destruído, a violência atingir níveis recordes e seus jovens serem atraídos pelo fascínio econômico de atividades como o garimpo e o tráfico de drogas.

 

Outro problema que poderia ser estudado, na COP 30.

 

 A Terra Yanomami que é o maior território indígena do Brasil com quase 10 milhões de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970. [...] Em 2023 o governo federal decretou emergência no território para combater uma crise sanitária sem precedente. Quase três anos após o decreto de emergência na Terra Yanomami, lideranças indígenas denunciam que o garimpo ilegal segue ativo, destruindo roças, contaminando rios com mercúrio e, consequentemente, provocando desnutrição e impactos na rotina dos indígenas. (g1. Globo).

 

Analisar propostas, essas e muitas outras, que possam remover inconvenientes reais, não de forma evasiva com planos e projetos utópicos, esperando as condições ideias para agir em um futuro distante, mas ao contrário mostrar a sociedade que podemos solucionar esses e distintos problemas.

Senão, podemos pensar como essa frase sobre destino.

“A sociedade está à beira do abismo. Com sorte, daremos um grande passo a frente”. (google – frases sobre o destino).

 


quarta-feira, 5 de novembro de 2025

 

CO² - COMPRIMIDOS PARA COMPREENSÃO

Operação Contenção

Lima nov. 25

Nesse “comprimido” sobre a Operação Contenção, no Rio de Janeiro em 28.10.25, levanto algumas indagações para uma reflexão e compreensão desse episódio que aconteceu nos complexos da Penha e do Alemão.

Em confrontação entre aproximadamente 2 500 agentes policiais e os integrantes de facções, os policiais cumpriram cerca 100 mandados de prisão, apreensão drogas, armas, incluindo 93 fuzis, houve feridos, 121 mortes, sendo 4 policiais.

A questão da segurança pública segundo a constituição no Art. 144.:

A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

- polícia federal;

II - polícia rodoviária federal;

III - polícia ferroviária federal;

IV - polícias civis;

- polícias militares e corpos de bombeiros militares.

VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019)

  A partir desse episódio, várias abordagens sobre a pertinência da operação foram proferidas, também medidas começaram a serem tomadas, vou elencar algumas:

- Consórcio da paz - Após reunião com governadores aliados, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), anunciou, nesta quinta-feira (30), o lançamento de um consórcio de estados focado na área de segurança pública. (cnnbrasil.com.br).

Projeto de lei antifacção - Governo envia ao Congresso projeto que endurece penas de integrantes de organizações criminosas (g1.globo.com).

-  CPI do crime organizado - O Senado instalou nesta terça-feira (4) a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigará o crime organizado no país. Fabiano Contarato (PT-ES) será o presidente do colegiado, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), o vice, e Alessandro Vieira (MDB-SE), o relator. Ao todo, são 11 integrantes titulares e sete suplentes. (cnnbrasil.com.br).

Opiniões de setores distintos foram articuladas, indo desde somente o confronto resolve até projetos de uma ressocialização de todos.

Pesquisas mostram que a operação tem amplo apoio da sociedade.

A aprovação geral da operação foi de 69,6% no levantamento do Paraná Pesquisas, 64% na pesquisa Genial/Quaest e 62% na pesquisa AtlasIntel (esta última também entrevistou pessoas fora do Rio de Janeiro). O Datafolha usou uma formulação diferente, perguntando se os entrevistados concordavam com o governador do Rio, Cláudio Castro, quando ele afirmou que operação havia sido um sucesso: 57% concordaram, ao menos em parte. Dentre todos os grupos analisados pelos institutos de pesquisa, os únicos que manifestaram desaprovação maciça à ação policial foram os dos lulistas (desaprovação de 59%) e os “esquerdistas não lulistas” (70%), na pesquisa Genial/Quaest – neste recorte, mesmo os eleitores independentes foram majoritariamente favoráveis à Operação Contenção, com 61% de aprovação.

Quando os institutos de pesquisa entrevistam os moradores das favelas – as áreas que mais sofrem com o poder paralelo exercido pelas facções criminosas –, os números indicam um apoio ainda maior à operação policial: a AtlasIntel encontrou 87,6% de aprovação entre os entrevistados nas favelas do Rio, e 80,9% entre os moradores de favelas em todo o país. A Genial/Quaest optou por recortes de renda e geográficos: a operação policial foi aprovada por 58% dos moradores do estado do Rio que ganham até 2 salários-mínimos, 69% dos que recebem de 2 a 5 salários-mínimos, e 63% dos que recebem acima desse valor. No recorte geográfico, a maior aprovação está entre os moradores da Baixada Fluminense (73%), seguidos pelos que vivem no município do Rio (68%). (gazetadopovo.com.br)

A pergunta que fica no ar é quais as ações são necessárias para vencer a violência e não ter a desgraça de ser condenado a uma vida sob um regime de medo e insegurança.

Popper em uma conferência em 1947 com o título Utopia e Violência, ensina:

Em resumo: a minha proposta é que o sofrimento que se puder evitar deve ser considerado como o problema mais premente da política pública nacional. [...] Podemos aprender na medida que escutamos reivindicações concretas e procuramos ponderá-las pacientemente e tão justa e imparcialmente quanto possível, e podemos procurar os meios e as vias de satisfazer as exigências mais prementes sem causar com isso piores males.