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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quebra cabeça organizacional - QCO

QUEBRA CABEÇA ORGANIZACIONAL - ORGANOGRAMA (QCO²)
Começo uma série de textos que denomino quebra cabeça organizacional. Pretende-se nesses textos abrir um diálogo sobre as várias ferramentas para melhorar a gestão das organizações. Para isso vamos passar por várias formas utilizadas pelos gestores para aumentar a produtividade das organizações, como o organograma, planejamento estratégico, projetos de capacitação, sistemas de avaliação, planos de desenvolvimento institucionais, entre outros. Ou seja, teremos textos dedicados a parte estrutural e outros ligados a políticas no seu sentido lato, fazendo uma analogia com a informatica, hardware e software.
Inicio a (re) construção desses textos com análise do organograma e suas potencialidades para melhorar a gestão.
Um organograma é um gráfico que representa a estrutura formal de uma organização. Entende-se por estrutura formal as relações de funcionamento de uma organização, deliberadamente planejadas e formalmente representadas.Essa estrutura tem ênfase nas posições em termos de autoridades e responsabilidades.
Num organograma, todos os membros estão dispostos em níveis hierárquicos, a ligação entre os membros de uma organização é representada por linhas verticais, linhas laterais, e caixas que representam os membros.


Assim o organograma é uma representação que necessita ser agora dotada de movimento para cumprir o papel de instrumento de gestão.

UTILIZANDO A ESTRUTURAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO

Como a estrutura, representada pelo organograma, pode transformar-se em uma ferramenta de gestão?

Na medida em que incorporamos informações ao organograma, ou seja, damos uma dinâmica ao processo, nos deparamos com demandas que não constam na nossa programação. Dessa forma é necessário adicionar elementos para dar conta dessa nova realidade na maioria das vezes mais complexa, e assim somarmos funções as condições já existentes, como o planejamento de pessoal, planejamento de informações e planejamento de gestão. Também é possível pelo mapa, que nos dá o organograma, prevermos quais as potencialidades que serão incorporadas a organização, permitindo assim a projeção das necessidades futuras, em termos de estruturas necessárias e sistemas capazes de solucionar problemas administrativos, como o próprio planejamento estratégico.

Mas, nada é mais importante que o tratamento adequado das informações que são agrupadas no organograma. A informação, que representa o recorte da realidade onde queremos intervir, deve, como nos ensina Latour (2000), ser capaz de tornar a realidade estudada;

 Móvel, para que sejam trazidos na integra a informação da realidade ao organograma,

 Estável, sem distorções ou decomposições, para não perder as características fundamentais,

 Combinável, para poder ser acumulado, agregado e assim montar novas projeções.

Dessa maneira vemos que o organograma é um dos meios que permite a mobilidade, estabilidade ou combinabilidade da realidade organizacional, transformada em informação. Muitas coisas que não podem ser feitas na escala 1/1 agora são possíveis de simulação no papel. A dificuldade da tarefa de planejar encontra um meio mais amigável em algo que pode ser codificado, recalculado e mostrado rapidamente sem promover grandes desgastes na organização.

Qual a sua opinião?

3 comentários:

  1. Sérgio,
    Achei o objetivo do texto bastante claro, a começar pelo título: discutir mecanismos que organizem o amontoado de peças (ou pessoas) soltas na organização, dando unidade e permitindo enxergar como ela se estrutura, bem com o papel de cada um neste quebra-cabeças.
    Porém, no texto não consegui responder à pergunta de como o organograma pode se transformar em ferramenta de gestão. Achei que ficou um pouco vago. Talvez a inserção de exemplos ajudasse a encontrar a resposta. Como dar estabilidade, mobilidade e combinabilidade ao organograma? Como, pelo organograma, podemos projetar as “necessidades futuras, em termos de estruturas necessárias e sistemas capazes de solucionar problemas administrativos, como o próprio planejamento estratégico”?
    Um abraço,
    Pedro

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  2. Pedro: o ensaio está incompleto, pretendo conclui-lo em breve. Muito obrigado pelas observações.

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  3. Olá, professor. Não tenho competência para discutir o texto, mas fui fisgado pelo mistério de sua continuação. O estilo é limpo, convidativo. Espero desfrutar do desenvolvimento! Abraço.

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