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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

GESTÃO UNIVERSITÁRIA 2.0 - QCO

QUEBRA CABEÇA ORGANIZACIONAL – A GESTÃO UNIVERSITARIA 2.0
Dois são os principais eixos desse texto, a interatividade e informações em tempo real.
Começo com uma tentativa de distinguir Administração e  Gestão.  Para uma primeira aproximação podemos assumir que administração é planejar, organizar, dirigir e controlar pessoas para atingir de forma eficiente e eficaz os objetivos de uma organização. Enquanto, a gestão pode ser entendida como lançar mão de todas as funções (técnica, contábil, financeira, comercial, segurança e administração)  e conhecimentos (psicologia, antropologia, estatística, mercadologia, ambiental, econômica) necessários para através de pessoas atingirem os objetivos de uma organização de forma eficiente e eficaz (DIAS, 2002).
Nos conceitos acima duas palavras chamam atenção: pessoas e objetivos.
A problematização do tema, gestão universitária,  inicia com a montagem das relações entre os objetivos organizacionais e as pessoas de uma forma que contemple a interatividade e informações em tempo real.
Os objetivos organizacionais na perspectiva do conceito 2.0, passam pela (re)construção conjunta onde todas as pessoas podem participar “a exemplo da wikipedia: todo texto permanece aberto; não há texto final; tudo é versão momentânea; sua validade se prende à autoridade do argumento; sua fundamentação não advoga fundo último (DEMO, 2010)”, e acontecendo em rede teremos o outro elemento presente –tempo real.
Dessa forma pode-se agregar valor, como explicitado pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), no seu caderno Conceitos Fundamentais da Excelência em Gestão:


Montado o pano de fundo do tema, ou seja, existindo as condições e recursos, a execução da gestão se dá principalmente por indicadores.
Os indicadores de desempenho são índices desenvolvidos dentro de cada instituição, de acordo com sua realidade e focando os principais pontos que afetam, não apenas a sua gestão e seu resultado organizacional, mas analisam o desenvolvimento das estratégias. 
Baseado em sua missão, visão e planejamento estratégico, desenvolve-se indicadores que possam medir e avaliar, em tempo real, a parte acadêmica e administrativa das Instituições  de Ensino Superior (IES), nas seguintes áreas:
1.       Estratégias e Planos;
2.       Corpo Discente e Comunidade;
3.       Administração;
4.       Resultados.
a.       Econômico – financeiro;
b.      Relativos ao desempenho acadêmico;
c.       Relativos à gestão dos processos institucionais;
d.      Relativos à responsabilidade socioambiental, à ética e ao desenvolvimento social.
 No caso das instituições de ensino superior um grupo de indicadores de desempenho pode nascer do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). O PDI é de caráter obrigatório, o MEC exige que seja postado no e-mec e compreenda um período de 5 anos,  a forma de controle da sua qualidade é feita nas avaliações realizadas pelo MEC/INEP.
Esses indicadores, do PDI, podem ser monitorados como no exemplo abaixo:


Outro grupo de indicadores que faz sentido na gestão das Instituições de Ensino superior é a parte financeira, que pode ser controlada por indicadores orçamentários, como no exemplo abaixo:


 Esses exemplos servem para destacar a importância dos indicadores que possam balizar as decisões institucionais.
Mas, o grande achado está nos indicadores em tempo real e disponível a um grupo de pessoas rapidamente. Assim, as decisões tornam-se coletivas e os arranjos se multiplicam  levando a alternativas que sem essa possibilidade  seria impossível de se imaginar, enfim, várias cabeças pensam e resolvem problemas bem melhor que uma,  quase sempre!


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